Sim, um evento para pesquisadores dos quadrinhos. Pode não parecer assunto muito digno de investigação, mas existem pelo menos dois contra-argumentos a isso:
a) nem toda cultura é alta cultura. Mesmo se concordarmos que um livro de Machado de Assis tem mais qualidade que uma revista do Batman (como decidir isso é uma discussão totalmente diferente!), quem tem mais leitores hoje em dia, Machado ou Batman? Se milhões de pessoas no mundo todo leem essas revistas, vale a pena estudar como isso funciona: por que as pessoas leem quadrinhos? Que sentido essa prática possui para os leitores? Os quadrinhos podem ter alguma finalidade educativa? Ainda se pode dizer que eles são para crianças? E muitos outros tópicos que merecem respostas...
b) a maior parte dos quadrinhos são uma porcaria? Sem dúvida. Assim como a maioria dos filmes, livros, revistas, quadros, músicas e tudo o mais. Em qualquer meio artístico, só uma minoria das produções possui um valor duradouro. O resto, por um motivo ou outro, agrada no máximo a um punhado de fãs por pouco tempo.
E insisto: alguns quadrinhos são verdadeiras obras-primas. Recusar-se a ler V de Vingança, Sandman ou Samurai X apenas por serem quadrinhos é preconceito dos mais toscos.
Voltando ao evento, não poderei comparecer, mas promete render e desejo todo o sucesso aos participantes e organizadores. Eis o site e o pôster:
Onde o ontem vive no hoje. Notas sobre a história, a ciência histórica e a vida acadêmica para leitores curiosos.
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março 15, 2012
novembro 30, 2011
47. Textos! Textos!
Saíram os anais do XXVI Simpósio Nacional de História, realizado em São Paulo no mês de julho. Para quem se interessa por algum assunto histórico qualquer, ou quer se inteirar do que anda sendo pesquisado, é uma boa oportunidade - existem centenas de textos, sobre outros tantos assuntos diferentes (se a qualidade também varia muito, ainda não li o suficiente para dizer!). Eis o site.
Dos textos, um é meu. A história dos quadrinhos é um tema que me agrada muito, apesar de ainda não ter tido chance de continuar a pesquisa. Nesse primeiro momento, fiz uma comparação entre suas vertentes americana e japonesa, as principais do mundo até hoje. Aos interessados, o texto está aqui.
Dos textos, um é meu. A história dos quadrinhos é um tema que me agrada muito, apesar de ainda não ter tido chance de continuar a pesquisa. Nesse primeiro momento, fiz uma comparação entre suas vertentes americana e japonesa, as principais do mundo até hoje. Aos interessados, o texto está aqui.
agosto 06, 2011
35. Forastieri e quadrinhos
André Forastieri é um desses sujeitos que tem ideias interessantes e nenhum medo de espalhá-las em seu blog - em seu último post, ele sugeriu nada menos que a abolição das Forças Armadas brasileiras, seguindo o exemplo da Costa Rica. Inviável? Talvez. Um bom experimento mental, ainda mais quando ele nos lembra que deu certo na Costa Rica, que fica em uma das regiões mais bagunçadas do planeta? Sem dúvida. E as pessoas que mais merecem ser ouvidas não são aquelas com quem concordamos, mas aquelas que nos deixam com uma pulga atrás da orelha e nos fazem pensar um pouco.
Além de um blogueiro curioso, ele é um entendido em quadrinhos. Como sou leitor de quadrinhos desde que me conheço por gente e recentemente comecei a me interessar academicamente pelo assunto, tive a ideia de fazer um post para combater um pouco do preconceito que existe a respeito. Dizer que quadrinhos são um meio de expressão artística como qualquer outro, não são necessariamente para crianças e que, se a maior parte é dolorosamente ruim - como qualquer forma de arte - alguns são de grande qualidade literária.
Ia fazer isso, mas não fiz, porque Forastieri fez a mesma coisa antes: aqui, um texto que diz tudo isso e mais um pouco; aqui, comentários sobre uma dessas obras que merecem ser lidas: V de Vingança. Se você ainda não conhece, ou se só viu o filme, faça um favor a si mesmo e pare de se privar de coisas boas...
Além de um blogueiro curioso, ele é um entendido em quadrinhos. Como sou leitor de quadrinhos desde que me conheço por gente e recentemente comecei a me interessar academicamente pelo assunto, tive a ideia de fazer um post para combater um pouco do preconceito que existe a respeito. Dizer que quadrinhos são um meio de expressão artística como qualquer outro, não são necessariamente para crianças e que, se a maior parte é dolorosamente ruim - como qualquer forma de arte - alguns são de grande qualidade literária.
Ia fazer isso, mas não fiz, porque Forastieri fez a mesma coisa antes: aqui, um texto que diz tudo isso e mais um pouco; aqui, comentários sobre uma dessas obras que merecem ser lidas: V de Vingança. Se você ainda não conhece, ou se só viu o filme, faça um favor a si mesmo e pare de se privar de coisas boas...
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